Entrevista Marcos Castelani - Dos fóruns para o Youtube*

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012


Marcos Castelani, 23 anos, é natural de Lages/SC e começou a tocar gaita há aproximadamente cinco anos. Assim como a maioria dos gaitistas da nova geração, desenvolveu seu aprendizado de maneira autodidata auxiliando-se através de grupos de discussão e fóruns na internet. Com apenas um ano de prática, ele já estava tocando em uma banda que ele mesmo fundou, com pouquíssimas gaitas e um microfone que ele mesmo havia feito usando um telefone antigo. A partir daí, seu desenvolvimento foi tão notável que até gravou participações e um clipe com André Lisboa, um guitarrista de sua cidade. Drop’s & Rock N’ Roll, a banda fundada por Marcos, até fechou um show dos escoceses do Nazareth, em uma de suas passagens pelo Brasil, em 2010.



Foi à curiosidade e a constante necessidade de crescer como gaitista, que fez com que Marcos passasse boa parte do seu tempo livre nos grupos de gaita espalhados pela internet. Na sua busca por compartilhamento de conhecimento, ele começou a escrever sobre dicas de gaita em um blog e um dia por acaso, fez um vídeo que auxiliava iniciantes com dúvidas em escolha de modelos de gaita. “Pra ser sincero, acho que só fiz o primeiro vídeo, porque me deu preguiça de escrever um texto enorme comparando gaitas pra iniciantes no blog que eu tinha, mas o negocio acabou fluindo muito bem.", disse Castelani. Marcos não tinha intenção de transformar seu canal de vídeos no Youtube em vlog. A produção das filmagens é bem simples e no início ele só postava vídeos de experimentos que fazia com gaitas e equipamentos novos que ia adquirindo.
Hoje o canal tem quase 50 vídeos, aproximadamente 760 inscritos (número que aumenta a cada dia) e mais de 37 mil visualizações em seus vídeos. “O negócio cresceu de uma forma que eu não esperava. Até tive que criar outra conta de e-mail pra deixar só pra conta do Youtube. Todo dia recebo inscrições, mensagens de pessoas que curtem os vídeos e elogios, o que me motiva muito a continuar a fazer os vídeos.”, afirmou Marcos. Com o vlog, Castelani dá dicas de manutenção, vedação, técnicas e até mesmo ministra algumas aulas. De maneira extrovertida, o canal conquistou um grande público de gaitistas, principalmente de aluno iniciantes ainda carentes de conteúdo.


* Parte integrante de uma grande reportagem sobre gaita redigida para a disciplina de Redação Jornalística II para a UEMG, onde curso o segundo período de Comunicação Social.

Entrevista Leonardo Kenji Shikida - De blogueiro para blogueiro*

terça-feira, 25 de dezembro de 2012


O espaço da gaita na internet ainda não foi totalmente consolidado. Com a popularização da internet no fim da década de 90, o fórum Gaita-L surgiu como uma alternativa para os tímidos internautas gaitistas. Um de seus usuários era bastante participativo e teve a iniciativa de criar um blog destinado apenas para a gaita. Foi assim que o analista de sistemas carioca, Leonardo Kenji Shikida, 37 anos, que se mudou para Belo Horizonte em sua infância, manteve gaitistas de todo o país antenados sobre lançamentos e curiosidades do mundo das harmônicas com o blog Gaita-BH. Os últimos dez anos foram dedicados por ele e seus parceiros (Bresslau, Rodrigo e Clara Machado) para manterem o blog sempre atualizado, o que garantiu várias amizades e um grande banco de dados para a gaita no país.

Quando surgiu a ideia de começar o blog?
Leonardo Kenji - Abri meu blog pessoal em 1999. Mudei de provedor em 2001 e não parei mais, embora tenha diminuído bastante o ritmo. No começo, o pessoal era muito carente de informação, então todo mundo tentava compartilhar como dava, meu blog foi na mesma linha. Quando vi que tinha post demais de gaita no meu blog pessoal, abri um blog de gaita para não misturar as coisas. Hoje em dia, eu e o Bresslau postamos alguma coisa de vez em quando no Gaita-BH, mas é raro. Acho que os blogs estão menos ágeis que os Twitters e os Facebooks da vida.

Você se tornou bastante influente no meio da gaita. Como isso ocorreu? 
LK - Eu tinha muito tempo livre e muita paciência pra responder as mesmas perguntas de todos os iniciantes que surgiam no Gaita-L, até porque, muito além disso eu nem tinha muito conhecimento para ajudar. Acho que isso acabou ajudando. Essa coisa da influência é engraçada, porque eu fiz muitos amigos, mas não acho que eu era influente. Talvez eu passasse certa credibilidade porque eu não era nem músico profissional (para defender o próprio trabalho) ou endorser (para defender uma marca). E eu tinha a impressão que a gaita era mal divulgada e que se eu divulgasse, seria bom para os gaitistas. Talvez, por ter pouca gente familiarizada com a web na época, eu tenha me destacado um pouco. Mas acho que hoje em dia, com os blogueiros profissionais e as redes sociais, que todo mundo sabe usar muito bem, para se destacar, a pessoa tem que fazer muito mais do que eu precisei na minha época. Uma coisa que ajudou bastante foram os vários CDs do Gaita-L, que eu ajudei a organizar por quase 10 anos (um por ano). Era divertido porque ele era uma desculpa para rolar um show com palco aberto para a galera dar uma canja. Se você quer deixar gaitistas felizes, arrume uma boa banda de blues, faça uma lista de músicas com o tom da gaita na segunda posição, arrume cerveja e abra o palco. A galera se diverte muito, vale a pena.

Como anda o cenário da gaita em BH?
LK - Se você for a qualquer lugar do Brasil, vai encontrar pessoas reclamando do cenário, seja porque tem pouco músico, ou porque tem panela, ou porque tem pouco show, ou porque o pessoal não valoriza, etc. O fato é que não dá pra comparar a gaita com o Michel Teló. Nunca foi um instrumento predominante e a vida de músico é muito sofrida. Agora, com o torrent e o Youtube, deve estar ainda mais sofrida. Ou não, há quem saiba aproveitar. Aqui em BH, existe um cenário, que já algum tempo eu não acompanho como fazia antigamente. Sempre tem gente boa aparecendo, fazendo bandas, inovando com novos trabalhos, etc. Mas é assim: são 10 anos e surgem um ou dois novos gaitistas que realmente engatam em trabalhos sérios e consistentes. Não é um cenário muito variado, mas você certamente sempre vai ter um bom show para ir quase toda semana. Isto é o suficiente para muita gente. Mas eu sinto falta dos gaitistas internacionais virem nos visitar. Tradicionalmente, é necessário ir para SP para conferir as atrações internacionais trazidas pelo Chico Blues e pelo Flávio Guimarães, que estão sempre salvando a nossa pele.

* Parte integrante de uma grande reportagem sobre gaita redigida para a disciplina de Redação Jornalística II para a UEMG, onde curso o segundo período de Comunicação Social.
Vale ressaltar que possivelmente só criei meu blog por sempre seguir o blog do Kenji. O Gaita-BH serviu como grande inspiração para o Gaita e Poesia, que no começo só servia para postagens pessoais que nada falavam sobre gaita.


Entrevista Bene Chireia - Pioneirismo no ensino dos sopros*

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Um dos maiores problemas para o gaitista iniciante é começar seu aprendizado. A dificuldade de se aprender gaita vai desde a escassez de métodos até a pequena quantidade de professores disponíveis. Em cidades do interior raramente encontramos músicos, quanto mais professores. Em Frutal, cidade localizada no pontal do triângulo mineiro, situada a 608 quilômetros da capital Belo Horizonte, não existe sequer uma loja especializada em música. A cantora e compositora Ana Rita, 18 anos, reside na cidade há quase dois anos e sente bastante dificuldades em adquirir gaitas. “Comprar gaita em Frutal é muito difícil e quando você consegue não encontra variedade de modelos e afinações. É preciso comprar gaitas pela internet ou em cidades maiores” conta Ana Rita, que inclusive aprendeu a tocar o instrumento por conta própria pela falta de professores.
Com o advento da internet, gaitistas renomados que lecionam estão ganhando espaço aos poucos. Cada conquista é importante e isso tem ocorrido por intermédio de aulas por videoconferência, divulgações de shows e workshops nas redes sociais, etc. Anos atrás, o método de gaita mais conhecido encontrado no Brasil, era o Blues Harp – Método para Harmônica Diatônica, do gaitista paranaense Benevides Chireia Júnior. Bené, como é popularmente conhecido, é consultor da Hering Harmônicas, desde 1994. Ele também endorsa produtos da fábrica e participa de diversos projetos musicais. Seu método ficou conhecido pela sua clareza e objetividade, que além de tudo continha um disco com faixas de acompanhamento para cada lição. 
O inicio da trajetória de Chireia com o instrumento se deu com ninguém menos do que o paulista Ulysses Cazallas (1933-2006), um dos mais importantes gaitistas do Brasil. Seu período de aprendizado com Cazallas ocorreu entre 1992 e 1993. Daí pra frente Bené não parou mais. Fundou a banda Mister Jack, integrou a Orquestra Harmônicas de Curitiba (da qual, Cazallas também fez parte) e o Trio Traquitana. Recentemente formou o duo Chireia e Hess que está em constantes apresentações pelo país.
Bené leciona desde 1996, mesmo ano do lançamento de seu método. Possui aproximadamente dez alunos, que são atendidos no bairro Jardim Social em Curitiba. É um número bem reduzido, porém importante para que sua carreira musical não sofra tanta interferência, pois está frequentemente viajando. O pioneiro método de Bené atingiu cerca de 5000 gaitistas em todo o país. “Até hoje creio que meu método continue sendo uma raridade e com a internet tive a oportunidade de enviar métodos para todo o país.”, comenta Benevides que ainda mantem alguns alunos online com o método.
Quando o assunto é lecionar no Brasil, Bené explica que a música no país se divide em escolas de música (em sua maioria privadas, uma vez música já não é mais matéria obrigatória nas escolas públicas) e em professores independentes que ensinam em casas de alunos, maneira pela qual ele optou para lecionar. “Eu optei pela segunda forma pois nas escolas de música (não todas é claro) a ordem é manter o aluno "preso" o maior tempo possível fazendo com que a evolução do aluno seja amarrada e monótona”. A dica que Benevides deixa para os iniciantes é que eles tenham um bom instrumento, um bom professor e que pratiquem no mínimo 30 minutos por dia.


* Parte integrante de uma grande reportagem sobre gaita redigida para a disciplina de Redação Jornalística II para a UEMG, onde curso o segundo período de Comunicação Social.

Entrevista Marcio Scialis - O mercado no país e a influência de seus segmentos*

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


Prestando serviços para a Hering desde 2009, Marcio Scialis começou como gerente de projetos e posteriormente assumiu a direção executiva do Instituto Hering Harmônicas. Hoje aos 38 anos de idade, o paulista além de endorsar a marca é também o gerente de marketing da Hering Harmônicas. Em parceria com seu sócio Geison Cezare, Scialis assumiu o atendimento a clientes pela Assistência Técnica Autorizada Hering Harmonicas, através da central H-UNIT.COM, que atende em todo território nacional dentro e fora do período de garantia das gaitas. 
Como músico ele atua em diversos projetos, dos quais podemos destacar o trio Os Harmônicos, que já foi entrevistado no Programa do Jô, onde lançaram o primeiro CD. Além disso, o trio já foi matéria na Folha de S. Paulo, participaram na Radio CBN com João Carlos Santana e também já se apresentaram para mais de 15.000 crianças. Scialis também faz parte da banda country Hillbilly e da dupla Harmonica Duo, formada com o gaitista Little Will, que está em processo de finalização da gravação do primeiro disco, que contará com participações de alguns gaitistas importantes, como o norte-americano Peter “Madcat” Ruth.

O trio Os Harmônicos no Programa do Jô. Da esquerda para a direita: Geison Cezare, Little Will, Marcio Scialis e Jô Soares / Acervo Pessoal Facebook

Em entrevista por e-mail Marcio Scialis relatou um pouco de sua experiência no mercado de gaita do país. A sua primeira preocupação para a compreensão do funcionamento de venda de harmônicas é a distinção necessária entre gaitas realmente consideradas instrumentos musicais e as cópias mal feitas, geralmente provenientes da china. A confusão entre esses dois segmentos, faz com que algumas pessoas acabem comprando as cópias e levando para casa instrumentos sem qualidade e com afinações irregulares.
Ao contrário do que acontece com quem adquire uma gaita da Hering, que antes de chegar ao mercado passa por três processos de afinação, revisões e testes feitos por experientes profissionais, dos quais alguns já trabalham há mais de 50 anos na fábrica em Blumenau. “O que quero dizer, fazendo essa distinção prévia, é que o mercado nacional de gaitas vai muito bem, considerando o que podemos realmente chamar de gaitas” afirma Scialis.
Segundo Marcio, a Hering Harmônicas agora investe no aumento da qualidade de vendas e atendimento para lojistas e consumidores. Com o mercado aquecido no segundo semestre, a fábrica preferiu transformar em descontos o que seria gasto na 29ª Expomusic (Feira Internacional da Música, Instrumentos Musicais, Áudio, Iluminação e Acessórios), pois facilitaria para os lojistas de todo o país a reporem seus estoques de produtos Hering.


* Parte integrante de uma grande reportagem sobre gaita redigida para a disciplina de Redação Jornalística II para a UEMG, onde curso o segundo período de Comunicação Social.

Instrumentos musicais ficarão mais caros em janeiro de 2013*

terça-feira, 4 de dezembro de 2012


"Post rápido.
Resumindo, o governo brasileiro pretende, à partir de 2013, aumentar (ainda mais) os impostos sobre instrumentos musicais. Ridículo!
Leia a notícia aqui: CLIQUE
Assine a petição aqui: CLIQUE

Se não fizermos nada agora, o barco vai continuar afundando. Assine a petição e peça para seus amigos assinarem também, por favor!

PS: O Pedro Ditz colocou um link interessante.  É um projeto de lei (de 2004 - ainda não votado!) do senador Morazildo Cavalcanti que sugere a isenção do imposto de importação para músicos:  CLIQUE."

* Reblogado do Louco Por Guitarra, blog especializado em guitarras do blogueiro, guitarrista e colecionador Paulo May. Achei importantíssimo compartilhar no Gaita e Poesia e espero que os leitores se mobilizem, compartilhem e assinem a petição.

Uma história de sopros ao redor do mundo*

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


Não é porque o instrumento cabe no bolso que significa que ele não deve ser profissionalizado e levado a sério. A gaita de boca, surgida na Alemanha no século XVIII, pode, sim, ser considerado um instrumento consolidado. A tradição de mais de 150 anos e os diversos tipos de gaita (oitavadas, diatônicas, cromáticas, trêmolo, etc.) comprovam isso. Confeccionadas em poucas, porém centenárias e tradicionais fábricas espalhadas pelo mundo, as harmônicas possuem corpos de madeira ou plástico, placas de vozes de bronze ou latão e tampas com os mais diversos designs que constroem toda uma trajetória através de seus modelos.
Na Alemanha, encontramos a fábrica de instrumentos Hohner, fundada em 1857, pioneira na fabricação em série e no aperfeiçoamento das gaitas. Se hoje o instrumento é massificado, devemos isso ao relojeiro Mattias Hohner, que com apenas 24 anos de idade decidiu se dedicar exclusivamente a fabricação do instrumento. De forma manual, no primeiro ano ele fez 650 instrumentos. A partir daí a marca se popularizou e ícones como Little Walter, Bob Dylan e John Lennon imortalizaram os modelos de gaita da Hohner. Ainda em solo germânico, encontramos a fábrica C. A. Seydel Söhne, fundada em 1847 pelos irmãos Seydel, que hoje conta com modelos de luxo endorsados por famosos bluesmans como James Cotton, Howard Levy, Charlie Musselwhite, etc.

Fábrica da Hohner em Trossingen na Alemanha / http://www.peterunbehauen.de/p/06-hohner.html

Nos EUA, o gaitista dinamarquês Lee Oskar fundou em 1983 sua própria companhia que além de gaitas fabrica também kits de ferramentas, peças de reposição, métodos para aprendizado, etc. No Japão, a primeira fábrica de instrumentos estabelecida pela gigante corporação Suzuki, foi a de gaitas. Fundada em 1953, a fábrica oferece hoje constantes lançamentos de gaitas e uma vasta gama de excêntricos modelos desenvolvidos com as mais modernas tecnologias.
Blumenau, em Santa Catarina, conhecida por sediar a festa de tradição alemã Oktoberfest, é também a cidade que abriga a única fábrica de gaitas no mercado brasileiro. Fundada em 1923, pelo imigrante alemão Alfred Hering, a Hering Harmônicas posteriormente foi vendida para a Hohner em 1966, que aperfeiçoou e desenvolveu a fabricação de gaitas da fábrica. Somente em 1979 a fábrica foi comprada por grupos brasileiros. Com o país muito bem representado e mais de 50 modelos de gaitas e aproximadamente 30 artistas endorsados, a Hering é referência mundial em fabricação de gaitas e exporta para aproximadamente 30 países.


* Parte integrante de uma grande reportagem sobre gaita redigida para a disciplina de Redação Jornalística II para a UEMG, onde curso o segundo período de Comunicação Social.

Guia de Lojas Online de Gaitas

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Antes mesmo do aprendizado o mais difícil para os novatos é encontrar uma loja no mínimo decente para se comprar a sua primeira gaita. A vida inteira morei e ainda moro em cidades do interior de Minas Gerais. Não precisa nem dizer que não é fácil se adquirir gaitas nas lojas de instrumentos locais. Ou os modelos inexistem ou se existem são caros demais. Sem falar nas famosas gaitas chinesas que vulgarizam o mercado das harmônicas. Devido a esse problema adquiri a maioria de minhas gaitas através da internet.
Problema resolvido? Não. Mesmo online ainda existem preços abusivos, gaitas estocadas há meses ou anos que condenam suas afinações e durabilidades e claro, poucas lojas especializadas. O intuito deste post é listar lojas online de confiança onde já adquiri gaitas e situar melhor os iniciantes.

É impossível não citar a Harmonica Master. Afinal, a loja de Rodrigo Morenno foi a primeira e única loja online especializada em gaitas no Brasil e segundo Morenno, provavelmente a única loja física exclusiva em harmônicas no mundo! Na loja situada em Santos/SP, é possível encontrar as marcas Hering, Hohner, Suzuki, Lee Oskar e até mesmo algumas sobras da Bends. A variedade é tamanha e vai desde kits de manutenção a amplificadores para gaita. Também vende outros instrumentos.

PRÓS: Muita variedade e possibilidade de encontrar marcas importadas. Diversas promoções.
CONTRAS: O preço das gaitas importadas é um pouco salgado.

Loja online de instrumentos de Florianópolis, especializada na marca brasileira Hering. O estoque abrange todos os modelos, kits, métodos, microfones, acessórios, etc. Além das gaitas, possui também diversos tipos de instrumentos.

PRÓS: Estoque da Hering sempre disponível.
CONTRAS: Pelo menos em minha região o frete desta loja é sempre mais caro.

Excelente loja de instrumentos localizada em Salvador. O forte mesmo do site não são as gaitas, mas dá pra garimpar alguns modelos da Hohner e da extinta Bends. Até o microfone Hohner Bluesblaster eu já encontrei na loja uma vez.


PRÓS: Acumulação de pontos com compras, frete grátis (em compras acima de R$499,00) e constantes promoções.
CONTRAS: Apesar de vender Hohner possui pouca variedade de afinações e modelos.

Por enquanto foram só nessas três lojas online que eu comprei gaitas. Futuramente posso ampliar o post. Sugestões de mais lojas são bem vindas!

Suzuki Blues Master

segunda-feira, 3 de setembro de 2012



Ao que tudo indicia a Suzuki tem sido a indústria de gaitas que mais tem investido em upgrades e novos lançamentos de gaita. Depois do meu último review sobre a Suzuki Folk Master, decidi contar agora um pouco sobre a minha experiência com a irmã japonesa dela, a Suzuki Blues Master. Por ironia do destino a gaita leva o mesmo nome (só que invertido) do amadeirado modelo da Hering. A diferença das gaitas, porém, é gritante. A começar pela sua embalagem, que é uma caixinha de plástico bege (chicoteadora). Estou acostumado com o visual vintage de algumas caixinhas da Hohner e particularmente não agradei dessa embalagem, o que não a torna ineficaz, pelo contrário ela cumpre bem seu papel.
No interior encontramos um prático manual básico que vem a calhar para iniciantes que saibam inglês, ou que não sejam preguiçosos. A gaita tem um visual bastante legal. O nome da gaita é gravado a laser em suas tampas de aço inoxidável. A ergonomia da gaita é muito boa devido as suas extremidades arredondas nos cantos. A abertura grande na parte de trás do instrumento proporciona muito volume. Aliás, volume é um dos maiores atributos dessa bela gaita, que possui um timbre lindo e macio.


De sua construção nada tenho a reclamar. Sete parafusos a vedam muito bem, prendendo a placa de vozes de bronze ao corpo de plástico ABS semitransparente de cor vinho (disponível também na cor preta). Após mais de um ano de uso a gaita ainda está impecável. Nunca fiz nenhuma limpeza ou manutenção interna. Hoje pela primeira vez a abri para fazer a contagem dos parafusos no corpo. Depois de tocar bastante nela e de algumas apresentações, nunca tive problemas de vazamento, desafinação ou nada do tipo. Ouso dizer que esse modelo é quase impecável. Tenho a usado muito a gaita para tocar folk no suporte de gaita com o violão e o resultado tem sido ótimo.
Minha Suzuki Master Blues foi adquirida na loja virtual Harmonica Master em uma promoção de queima de estoque que ocorreu em julho do ano passado. Na época eu paguei apenas 76 reais, o que difere e muito dos 112 reais que ela custa nos dias atuais. Mesmo assim a gaita é um ótimo investimento para gaitistas intermediários/profissionais e até mesmo para iniciantes dispostos a desembolsarem muito em uma gaita importada, logo de cara. Extremamente indicada para folk e blues! A seguir um demo de uma música própria minha na qual utilizo a Blues Master em G.

Suzuki Folk Master

terça-feira, 15 de maio de 2012


Esqueça tudo o que você sabe a respeito de Hering Free Blues, Hohner Blues Band ou mesmo sobre a extinta Bends Prima. Após quase quatro anos tocando gaita nunca tinha me deparado com um modelo ideal para se indicar para iniciantes. Alguns dizem que a Blues Band pode quebrar um galho, na minha opinião e experiência ela só traumatiza e afasta os novatos do instrumento. A Free Blues e a Prima até que cumprem bem o seu papel, mas sua pouca durabilidade, maciez e volume não empolgam muito e por sua vez seguram o gaitista até que seu novo “brinquedo” estrague (o que acontece rápido na maioria dos casos...). No meio do ano passado a loja virtual Harmonica Master fez uma liquidação dos modelos da Suzuki em estoque. Sempre buscando renovar meu conhecimento sobre gaitas resolvi levar duas para casa. Depois de tanto ver o Marcos Castelani citá-las em seu vlog me decidi pela Suzuki Blues Master e Suzuki Folk Master. Pela bagatela de 37 reais eu adquiri aquela que provavelmente mais se enquadraria nos padrões de gaita ideal para principiantes.
A Suzuki Folk Master logo me surpreendeu. Começando pelo excelente custo benefício (em média de 42 reais atualmente) que de imediato já se mostra mais acessível do que a famigerada Free Blues e menos que o dobro do que se gastaria numa Blues Band. A procedência do instrumento não é japonesa, diferentemente de sua fábrica Suzuki. A fabricação é feita na China, provavelmente em série, e ao contrário do que estamos habituados com produtos de origem asiática a harmonica não decepciona. A gaita vem num case de plástico de cor vinho não muito eficiente (mas ainda melhor do que aquelas embalagens grotescas de papel) e também acompanha em seu interior um paupérrimo manual de como se tocar harmônica. Não é preciso nem dizer que a gaita chicoteia muito dentro do case...
A primeira impressão que temos do instrumento é positiva. Temos bonitas tampas prateadas com grafismos em baixo relevo e um corpo de plástico da mesma cor do case. A afinação vem gravada em dourado no corpo, próximo aos orifícios do instrumento. A gaita é muito leve e voltando-se ao proposito de agradar iniciantes, recomenda-se que ela esteja sempre nos bolsos dos novos harmonicistas.
A construção da gaita é muito curiosa. As placas de vozes de latão são fixadas por nada menos que sete parafusos (!) ao corpo de plástico, o que proporciona uma excelente vedação. Uma chapa de metal fixada no meio do corpo evita que as tampas sejam amassadas se pressionadas com força. Ouso dizer que essa é uma das gaitas mais bem construídas que já vi por menos de 50 reais.
A grande surpresa mesmo se dá ao tocar a gaita. A maciez e volume do timbre e o conforto da gaita são assustadores. Superam-se todas as expectativas. Bends e trinados saem com facilidade e acordes também são tranquilamente executados. O único contra que eu presenciei na Folk Master se dá em suas extremidades pontudas das placas de vozes que incomodam e podem até machucar as mãos. Provavelmente isso ocorre pelas dimensões estreitas da gaita, que não possuem muito espaço de borda após os orifícios. Já possuo a minha a quase um ano e ainda não notei avarias em sua afinação.
A gaita é extremamente indicada para iniciantes e adeptos de blues que buscam um instrumento relativamente barato para ensaios. Não a recomendo para folk com violão, pois a gaita sequer fica fixada no meu Suporte Segurador da Hering S-250 (pode ser que isso não ocorra em outros seguradores de outras marcas e modelos). Mas com certeza, o singelo modelo é um presente da Suzuki para os iniciantes em gaita!

Atualizado em 09/01/2013 - A seguir um review feito pelo Marcos Castelani:

A Bends fez, está fazendo ou fará falta?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


Em 2005 surgia no Brasil aquela que estava fadada a se tornar uma revolução não só no país, mas em todo o mundo no aspecto revolucionário, ou publicitário (as más línguas podem ainda compará-la ao populismo de Getúlio Vargas ou algo que o valha) envolvendo fabricação de gaitas e também um notável contato com o público gaitista. A Bends Harmonicas surgia no mercado com alguns tímidos protótipos que em pouco tempo se consolidaram em aproximadamente dez populares modelos de gaitas que rapidamente figuravam nos bolsos e nas bocas dos gaitistas. Anima, Juke e Prima são alguns exemplos delas. Desde modelos enxutos para iniciantes a impecáveis gaitas profissionais. Até gaita cristã acabou sendo fabricada. Fe? Talvez.  Apelação? Pode ser. Tentativa de laçar novos consumidores inexistentes? O mais provável... Em pouco tempo excelentes gaitistas também já endorsavam e vestiam com convicção a camiseta da Bends. Publicidade também existia de bom grado. Adesivos, cartazes, workshops e oficinas não faltavam nunca. E não era só isso, o mailing da Bends também era impecável. Ele ocorria mensalmente e às vezes em até menos tempo do que isso. Havia também alguns concursos culturais que a meu ver não julgava qualidade e sim bajulação, mas de todo jeito estava ali. Até aulas online gratuitas eram ministradas para os clientes e a todo público interessado. Não sei para vocês, mas para o mundo das harmônicas isso é até exagero...
A resposta das concorrentes ou da concorrente foi tentar de maneira urgente atualizar o site estagnado, criar alguns novos modelos e modificar alguns grafismos e embalagens de gaitas já existentes no mercado. O “monopólio” centenário de algumas fábricas não contava que um boom como esse surgisse do dia pra noite. E nem que a Bends pudesse estabelecer em menos de cinco anos o que eles levaram décadas ou centenas de anos para conseguir. Afinal, não a muito para se inventar se tratando de gaitas. Mas foi aí que a Bends acertou e desesperou o mercado das concorrentes. Com tudo, cito como aspecto negativo o encarecimento desnecessário do preço de todas as gaitas. Importadas ou não. Mas depois de todo esse alarde, no ano passado a caçula das fábricas de gaitas do mundo fechou suas portas e por sinal, sem nenhum aviso prévio. Boatos ainda dizem que nem os próprios endorsees da Bends foram notificados do acontecimento com antecedência. Na manhã do dia 25 de março um e-mail foi enviado ao pessoal que assinava o conteúdo do badalado site com o triste anúncio que a Bends encerraria suas atividades para sempre. Foi um susto grande para todos, não há como negar. Alguns apontam a ingratidão do mercado harmonicista como o principal motivo disso e muita gente até pensou que isso faria com que as portas para que as gaitas importadas chegassem ao Brasil se estreitassem ainda mais, mas isso é algo que não mudou muito com o fechamento da fábrica e a dificuldade de acesso a gaitas importadas ainda continuam... Na época do ocorrido fiz um artigo sobre isso aqui no blog e agora quase um ano depois eu venho com a seguinte questão? A Bends fez, está fazendo ou fará falta?
Pode parecer sensacionalismo ou terrorismo da minha parte dizer isso tudo após a enxurrada de elogios descritos ao decorrer do texto, mas é uma pergunta necessária uma vez em que toda essa luta se fez parecer desnecessária. Muito se diz também em fóruns pela internet e em grupos pelo Facebok. Surgiram muitos boatos e muito mistério sobre o motivo do fechamento da fábrica, sobre o futuro dos endorsees e funcionários, sobre o destino do estoque e do maquinário e etc. Uma polemica desnecessária ou não para o público órfão e carente dos gaitistas. Sem exageros. Eu mesmo adorava a política de aproximação com os clientes que a Bends possuia. Até simpatizava com as gaitas e tudo mais, apesar de ter tido apenas uma Bends Juke e mesmo com o e-mail de aviso de encerramento ainda vejo uma necessidade de um feedback aos já antigos clientes da Bends. Eu mesmo já cogitei que o fechamento da fábrica seria um puta marketing para que a fábrica se revigorasse em segredo e voltasse a todo vapor. Mas agora que a poeira abaixou tudo indica que o velho bordão do John Lennon é novamente muito oportuno. ”O sonho acabou”.

Hiato

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sobre o tempo em que fiquei sem postar: Dediquei meus últimos 7 ou 8 meses com estudo e não tive muito tempo para gaita. Sem contar que arrumei uma namorada e que também estava me dedicando mais a guitarra por estar tocando em uma nova banda... A boa notícia é que passei na faculdade e irei cursar Jornalismo na UEMG. A má notícia é que me mudei de cidade e que se antes eu já estava sem tempo para tocar e escrever no blog isso agora piorará devido aos estudos e etc. Ano passado comprei 3 novos modelos de gaita e juro que postarei sobre eles ainda nesse semestre. Adiando a surpresa, são elas: Hering Blues, Suzuki Folk Master e Suzuki Blues Master. Em breve escrevei, prometo!
 
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