Desertor

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Me pego novamente fugindo de mim.
Sou um desertor da minha própria personalidade.
Meus velhos hábitos que me faziam sentir bem foram todos deixados de lado.
Em meu peito existe um grande vazio, que já não é preenchido há meses, ou quem diria mesmo até anos...
Agora sim, vejo uma necessidade de rascunhar o meu próprio caminho.
Deixo o acaso pra depois e quem sabe construir eu mesmo minha própria sorte.
Abro mão da felicidade por uns instantes, sabendo que posso conseguir mais da própria em proporções bem maiores, em um futuro não tão distante daqui.
Meu coração despedaçado se propaga em milhares de estilhaços.
Não que aja uma necessidade de que ele fique inteiro, sadio e perplexo de amor.
Mas em contrapartida não desejo solidão para ninguém.
Já não bastasse esse grande exílio em que me encontro por opção.
Será que é isso que realmente eu preciso e quero?
 
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