quarta-feira, 24 de julho de 2019

Guia de Lojas Online de Gaitas 2019

Em 2012 listei algumas lojas virtuais que realizavam o comércio de gaitas. Como sete anos se passaram, dois dos três sites citados deixaram de existir e senti a necessidade de reorganizar uma lista com as principais lojas em atividade. De lá pra cá muita coisa mudou e o e-commerce se tornou algo cada vez mais comum na vida das pessoas, mesmo para quem reside em grandes centros e capitais.

Antes de listar os sites, é necessário citar que uma das maneiras mais simples de se adquirir gaitas é pelo Mercado Livre. Além das facilidades oferecidas por parcelamento sem juros e frete grátis, o site utiliza um sistema de reputação que garante idoneidade aos vendedores. Outro ponto positivo é a segurança do Mercado Pago e os benefícios cumulativos ao obter pontos com compras e vendas.

Uma lista primária de lojas começou a circular no grupo Gaitistas do Brasil do WhatsApp e decidi ampliá-la e sempre que possível, ir acrescentando novos endereços para enriquecer a busca por melhores valores. Os sites serão listados a seguir com especificações de marcas vendidas e opções de pagamento.

Lista de lojas:



Music Friends

Vende Hohner a preços médios. Possui diversos modelos a disposição e oferece parcelamento sem juros.




Vende Hohner, Hering, Fender e SX a preços médios. Diversos modelos a disposição e oferece parcelamento sem juros.



Vende Hohner e Dolphin a preços médios. Poucos modelos à disposição, porém oferece parcelamento sem juros.



Vende Hohner, Stagg e Dolphin a preços médios. Diversos modelos à disposição e oferece parcelamento sem juros.



Vende Hohner e Hering a preços mais baixos. Poucos modelos à disposição, porém também possui acessórios e oferece parcelamento sem juros.



Vende Hohner a preços médios. Poucos modelos, porém possivelmente realizam encomendas pois é existe a possibilidade de consultar a disponibilidade. Também dispõe de parcelamento sem juros.



Vende Hohner e Hering a preços médios. Diversos modelos a disposição e oferece parcelamento sem juros.



Vende Hohner a preços médios. Poucos modelos à disposição e oferece parcelamento apenas em compras acima de R$120 e juros são cobrados acima de três parcelas.



Vende Suzuki a preços baixos. Diversos modelos a disposição, porém não oferece parcelamento sem juros.



Vende Seydel a preços médios. Diversos modelos a disposição, porém não oferece parcelamento sem juros.



Vende Lee Oskar a preços médios, além de placas de vozes para reposição. Diversos modelos a disposição e oferece parcelamento sem juros.



Vende SHG Hering, Fender e Hohner a preços médios. Poucos modelos a disposição, porém oferece parcelamento sem juros.



Vende Hering a preços médios. Diversos acessórios modelos a disposição, porém não oferece parcelamento sem juros.



Vende Kongsheng a preços médios. Diversos modelos a disposição e oferece parcelamento sem juros até duas parcelas.

Importações:

A facilidade de crédito fez com que a importação deixasse de ser um bicho de sete cabeças. Inúmeras empresas de cartão de crédito surgiram e a grande maioria oferece a possibilidade de compras internacionais, como por exemplo: Nubank e Digio. Se demora não é um problema para você, vale a pena investir em importações e economizar certa porcentagem em dinheiro.



Dispõe de basicamente todas as marcas e opções de gaitas do mundo. O site calcula automaticamente a conversão da moeda utilizada para real, bem como o frete. Alguns vendedores não distribuem para o Brasil, mas grande parte oferece envio gratuito, em caso de compra de apenas uma unidade de gaita. Compras apenas por cartão de crédito internacional, sem opção de parcelamento.



Também oferece a maioria das marcas de gaitas do mundo, porém é necessário tomar cuidado com falsificações, principalmente ao se tratar de modelos da Suzuki. Ideal para adquirir gaitas de fabricação chinesa como Kongsheng, Easttop e Tombo. Compras possibilitadas por boleto bancário e pagamento único via cartão de crédito internacional.

Cuidados ao comprar gaitas pela internet:

Infelizmente estamos sujeitos a comprar instrumentos com defeitos oriundos de exposição excessiva ao sol por ficarem empoeirando por meses ou anos em vitrines de lojas. Outro problema recorrente pode ocorrer nas gaitas Hering antigas de lotes problemáticos, visto que a fábrica catarinense passou por inúmeras mudanças nos últimos tenmpos.

O ideal é que mesmo que as gaitas compradas sem nenhum defeito aparente passem pela manutenção de algum luthier. Se você reside no interior, como eu, aprenda o básico para manter o instrumento limpo e minimamente afinado. Ou procure um luthier e envie as  gaitas pelo correio, o investimento fica mais barato caso várias gaitas sejam enviadas ao mesmo tempo.

P.S.: Mesmo que eu tenha citado que diversas lojas vendam gaitas das marcas Dolphin, Stagg, SX e Fender, evite comprá-las. São todas péssimas, assim como os modelos Blues Band, Piedmont Blues, Hoodoo Blues, Roadhouse Blues e Silver Star da Hohner. Todas elas são basicamente o mesmo modelo barato e mal feito fabricado na China.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

As gaitas da Kongsheng chegaram ao Brasil


Já faz quatro anos que eu não apareço por aqui. Eu não desisti deste blog, eu apenas me esqueci que ele existia. Na verdade, é estranho pensar em blogs no ano de 2019, pois agora com a moda dos stories lançada pelo Snapchat e, posteriormente difundida massivamente pelo Instagram, o conceito que conhecíamos como "blogging" mudou bastante.

E não são só as redes sociais que estão em constante mudança. No mundo dos celulares, marcas chinesas estão conquistando grandes fatias do mercado, como a Xiaomi, que além de smartphones, fabrica de patinetes a carros! Já no meio da guitarra, as fabricantes Joyo e Mooer ganham espaço no mercado de pedais e amplificadores, quase equiparando-se a marcas lendárias como Boss e MXR.

E qual seria o diferencial das marcas chinesas? A qualidade seria maior? Não, pois praticamente tudo que consumimos, independente da marca, vem da China, então o controle de qualidade é basicamente o mesmo, tanto nas marcas chinesas, quanto nas multinacionais, pois tudo é feito pelas mesmas "mãos". A diferença está no preço. Ele é imbatível, e não tem nada a ver com o uso de componentes inferiores ou algo assim, mas sim por não agregar valor com nomes de peso como Apple, Samsung, etc.

Não demoraria que esse universo invadisse a praia do ramo das gaitas, né? As centenárias empresas Hohner, Seydel e no Brasil, Hering, não dominariam o mercado do instrumento de sopro para sempre. E nessa onda, vimos o surgimento de diversas marcas chinesas, partindo desde com um parco padrão de qualidade, despontando até com a fabricação de instrumentos satisfatórios e "profissionais". Vimos até mesmo marcas gigantescas, como a Fender, lançando as próprias gaitas (ou quase isso, pois se trata de OEM).

OEM é a sigla para "original equipment manufacter", ou em português, fabricante original do equipamento. Trocando em miúdos, os chineses produzem as gaitas e a Fender, Dolphin, Spring, ou qualquer outra marca, apenas assina o produto com seu logotipo. Raramente algo de bom sai desse tipo de produto, e eu nunca consegui entender por que todas elas são exatamente idênticas ou bastante similares às Hohner Blues Band...

As marcas Boseno e Easttop foram as primeiras chinesas a apresentar uma qualidade satisfatória na produção de gaitas. Com valores atrativos, principalmente se importadas diretamente de sites chineses como AliExpress ou Wish, as harmônicas realmente entregam certa qualidade, pelo menos para quem não ganha a vida como gaitista profissional, seja lecionando ou se apresentando, e deseja apenas aprender ou se divertir com o instrumento.

A bola da vez do mercado chinês são as gaitas da Kongsheng. O hype delas é tamanho entre os gaitistas brasileiros, dentre eles o Rodrigo Eberienos, que até gravou um vídeo comparativo, mostrando o desempenho de alguns modelos da marca em relação à alicerces da Hohner como Special 20 e Meisterklasse. O destaque evidenciado pelo vídeo - que não dispõe de muito qualidade por ter sido gravado, provavelmente por um celular ou webcam - , é o volume das gaitas, que parece estar pelo menos 25% mais alto.


Ainda não tive a oportunidade de experimentar ou ver de perto nenhuma gaita da Kongsheng, mas estou bastante interessado na Solist. Achei o modelo particularmente bonito por ter o corpo branco, que me lembrou bastante a Seydel 1847 Silver. Falando nisso, a trajetória da marca teve início alguns anos atrás quando eles fabricavam as gaitas Harpmaster e Bluesmaster para a fabricante japonesa Suzuki.

Talvez isto explique o fato de que o modelo Bluebird seja praticamente idêntico à Suzuki Olive ou que a Kongsheng Amazing 20, se assemelhe de certa forma à Suzuki Harpmaster*. Não estou criticando a marca ou nada do tipo. É muito complicado que fabricantes de algo tão simples como a gaita reinventem o instrumento nesta altura do campeonato. Mas ao que tudo indica, copiando, ou não, a Kongsheng aparenta estar realizando um excelente trabalho.


No Brasil, o instrumento está sendo distribuído exclusivamente pelo site Fazen Music, de Brusque/SC. Os modelos Amazing 20, Benders, Blue Bird, Solist e Sunrise já podem ser obtidos por valores que flutuam de 150 a 250 reais. Nada mal para um produto que realmente parece ser bom, mas incerto para quem pode adquirir Hohners e Suzukis, praticamente infalíveis, pela mesma quantia investida.

Assim que eu tiver a oportunidade de experimentar alguma gaita da Kongsheng, pretendo fazer um review e publicar aqui no blog. Até lá vou atiçar o G.A.S. dos leitores afirmando que as placas de vozes das gaitas são construídas com uma liga de fósforo bronze exclusiva da marca. Além de serem bastante espessas, garantindo mais volume. Por enquanto é isto, prometo não desaparecer de novo, pelo menos por enquanto!


* Após ler o texto, o gaitista Little Will relatou também que a Suzuki Bluesmaster tem o mesmo corpo que a Kongsheng Benders. Apesar das similaridades, a diferença é que as palhetas da Kongsheng tem o mesmo tamanho que as da Hohner e que em alguns modelos da Suzuki, como Olive e Manji, possuem palhetas são mais duras.

Outro adendo é que as placas de vozes das gaitas da Kongsheng, além de serem cromadas, são mais espessas e garantem mais volume em relação às concorrentes. "O cromo faz uma espécie de camada entre o slot e a palheta, fazendo praticamente um embossing natural", descreveu o Little Will no grupo Gaitistas do Brasil, via WhatsApp.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Download Gratuito do Método para Harmônica Diatônica: Gaita Folk, Pop e Rock - Leandro Ferrari


Perdoem-me pelo lapso de conteúdo neste blog. Há muito a gaita e tampouco a música tem feito parte de minha vida. O que era um hobby tomou totalmente a perspectiva de segundo plano agora que me ocupo com diversas coisas, dentre elas o TCC... Felizmente, para quem ainda consulta meu blog, principalmente os iniciantes, trago uma novidade que será muito útil para todos!

O gaitista mineiro de Belo Horizonte, Leandro Ferrari  liberou ontem para download o seu “Método para Hármônica Diatônica – Gaita Folk, Pop & Rock” em comemoração aos 25 anos de carreira e mais de 1000 alunos espalhados pelo país inteiro. O material pode ser baixado no link a seguir, e faz-se necessário, apenas o cadastro de um e-mail. Recomendo tentarem o procedimento no Google Chrome, pois tive problemas no Mozilla Firefox...

Quem curtir o método pode dar uma forcinha ao Leandro Ferrari e comprar a edição física, ou mesmo contratar o músico como seu professor particular. O gaitista possui também um blog repleto de conteúdo que ajudará bastante os gaitistas em qualquer nível de aprendizado. Em breve (não prometo quando), farei novos posts aqui no blog Gaita E Poesia. A seguir os links citados:

Link para download do Método:
http://www.vivademusica.com.br/gaita-com-ferrari/

Blog do Leandro Ferrari:
http://leandroferrari.blogspot.com.br/

domingo, 16 de novembro de 2014

Chaveiro Gaita com gravação Hering – The Riffs

Em agosto adquiri uma coisinha que desejava comprar desde que comecei a tocar gaita. Uma gaita em forma de chaveiro. Logo em um dos meus primeiros contatos com gaita já me deparei com o chaveirinho que a extinta Bends produzia. Seis anos depois acabei comprando o chaveiro fabricado pela Hering.

Meu chaveiro custou 18 reais com frete grátis e comprei no Mercado Livre da loja The Riffs. Pra minha surpresa, o nome gravado na tampa da gaita era o da própria The Riffs e não da Hering. Descobri a partir disso, que a Hering pode gravar na gaita o nome de quem quiser encomendar.

O mais divertido do chaveiro é que ele é tocável, mesmo sendo tão pequeno. Ele está disponível em duas afinações, A e C. O meu veio em A. Inicialmente eu utilizava meu chaveiro junto com minhas chaves, mas acreditei que o constante uso poderia danificar o chaveiro e decidi coloca-lo em minha mochila.


A construção do chaveiro é muito bem feita. A tampa é feita de aço inox, o corpo é de plástico e as placas de vozes e palhetas são feitas de latão. Tudo isso em apenas 3,5 centimetros! As placas de vozes são invertidas, uma fica para um lado e outra para outro. O som do chaveiro é meio apagado, mas possui até uma boa quantidade de volume.

Resumindo tudo. O chaveiro de gaita é uma aquisição para admiradores da gaita que querem se divertir até nos momentos mais triviais, como abrir a porta de casa ou ligar o carro. Extremamente indicado para todos os tipos de gaitista, exceto os com menos de três anos de idade. Por conter partes pequenas que podem ser engolidas!


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Kazoo!

O post de hoje não é nada usual. Hoje cedo recebi uma encomenda da China. Tratava-se de um kazoo de metal, esse prateado da foto acima. Encomendei há uns 30 dias atrás pelo site de vendas chinês, Ali Express.

Sim, essa febre de compras direto da China me pegou. Estou até pensando em comprar umas gaitas baratinhas, estilo Hohner Super Star ou Piedmont Blues para testar e transformar em reviews.

Antes de tudo, uma contextualizada. Não sei nada sobre a origem do kazoo. Recordo-me de uma caixa que dizia “pocket jazz”, ou em português, jazz de bolso. Acho a definição perfeita, pois esse instrumento exótico reproduz grotescamente o timbre de um saxofone.

Kazoos são sempre associados a gaitas e ukuleles. Infelizmente essa associação também leva a outra: de que esses instrumentos pequenos e “fofinhos” sejam instrumentos de brinquedos ou instrumentos de crianças.

A dinâmica de como tocar um kazoo é simples: Cantarole através de “hmm” ou “lalala” a melodia de qualquer música que desejar. Além de jazz de bolso, você pode tocar o que quiser, pois não exige uso de notas e nem conhecimento musical, apenas imaginação!

Comprei meus primeiros três kazoos em 2012. Presenteei minha namorada e um colega de banda. Sobrei com esse azul da foto. Quando novo, o logotipo da Hohner estava estampado no kazoo, não sei dizer se a Hohner realmente fabrica o instrumento...

Os três kazoos me custaram algo em torno de 15 reais. O kazoo metálico que comprei no Aliexpress saiu por 8 reais com frete grátis. Não entendo como isso pode ser tão barato e atravessar o planeta de maneira gratuita.

A diferença de um kazoo de plástico para um de metal, está basicamente no volume. O kazoo metálico fala muito mais alto. O kazoo de plástico realmente pode ser classificado como brinquedo, perto de um kazoo de metal.

No Brasil, dá pra encontrar kazoos no Mercado Livre. Os preços são salgados se comparados ao milagre oriental do Aliexpress. Mas são preços justos já que as empresas precisam pagar a comissão do Mercado Livre e lucrar.

Com um ar circense mezzo rockabilly, eu recomendo o instrumento para qualquer tipo de músico. O instrumento é muito divertido e pode dar um toque a mais em suas canções. Eu uso ele no suporte de gaita e toco junto com violão, guitarra e ukulele.

E pra quem ainda não levou o instrumento a sério: David Gilmour, da aclamada e lendária banda, Pink Floyd, utilizou um kazoo na gravação da excêntrica música Corporal Glegg do disco A Saucerful of Secrets de 1968.

A seguir, um pequeno vídeo meu tocando o instrumento acompanhado do violão. Quem quiser dê uma conferida no meu canal do Youtube. Dá pra achar minhas músicas autorais e alguns covers! Até a próxima.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Gaita Sem Mestre - Célio Behring


Numa consulta simples sobre o termo "gaita" na Estante Virtual me deparei com o livro Gaita Sem Mestre do misterioso autor Célio Behring. Por míseros oito reais (isso inclui o frete, que por sinal foi mais caro que o livro...) adquiri o livrinho lançado pela antiga gráfica Tecnoprint, atual Ediouro. O exemplar não possui data em nenhum local. O único vestígio que encontrei de uma possível data de lançamento foi em outro anúncio na Estante Virtual. A data é 1978, mas pela diagramação “vintage” e pelo uso de termos como “V. S.”, acredito que o livro seja bem anterior a isso, inclusive por décadas.

Pra quem está dando seus primeiros sopros o livro pode ser bastante didático. Gaita Sem Mestre não trás informações sobre a origem e nem a construção do instrumento, ele vai direto a prática. Primeiro ele aborda a familiarização com o instrumento, através do uso de tablatura. Após isso, uma pequena parte teórica é introduzida. O bastante para a leitura de partituras em clave de sol. O livro é todo ilustrado, possui uma linguagem muito didática e às vezes até usa termos em diminutivo, como por exemplo: “letrinha” e “bonitinho”. O livro abrange os tons de gaita C e G (dó e sol, respectivamente).

O “livrinho” é bem honesto, e em suas 80 páginas é visível detectar o esforço para que surjam novos “artistas da gaita”. O que me intrigou nesse livro, é a falta de informações encontradas sobre o mesmo na internet. Não encontrei nada sobre o autor Célio Behring. A editora não possui nenhum tipo de informação sobre o livro, nem mesmo um catálogo antigo. A Ediouro é famosa pelo nicho de livros de bolsos, quase que exclusivamente vendidos em bancas e gondolas de supermercado. Para quem não sabe, as famosas palavras cruzadas da Coquetel são uma subdivisão da Ediouro...

De toda forma, o livro Gaita Sem Mestre, é uma boa opção para quem ainda gosta de aprender coisas através de livros físicos. Ou mesmo para quem, assim como eu, quer colecionar e compartilhar o máximo de informações possíveis sobre gaita. Bastante indicado para quem busca uma didática simples, com exercícios práticos. O primeiro degrau para manejar e se tornar um perfeito “artista da gaita”. Quem tiver informações sobre a data de lançamento do livro, ou mesmo sobre o autor Célio Behring, fique a vontade de compartilhar nos comentários aqui do blog!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Hering Black Blues

Quando comecei a tocar gaita, em 2009, minha maior vontade era de que minha segunda gaita fosse uma Hering Black Blues. Não sei por que diabos eu gostava tanto daquele modelo da Hering. A frase “Keep it to yourself” me passava à ideia de que a gaita estaria sempre me acompanhando no meu bolso, onde quer que eu fosse. Cinco anos se passaram até que eu comprasse a minha primeira, e talvez única, Hering Black Blues. Já faz uns três anos que venho comprando gaitas em C, todas da Hering. E por pior que pareça, tive problema com todas. O post anterior explica o tal problema de diferenças nos lotes de fabricação da Hering.

Adquiri minha Hering Black Blues através do Mercado Livre. O vendedor por sua vez, é um gaitista bastante renomado no cenário brasileiro. Mas isso não vem ao caso... Antes de comprar a gaita, cotei qual seria a opção mais barata e viável. Sempre visando o melhor custo benefício. Dei uma conversada com o pessoal do grupo Gaita-L no Facebook, e o discurso era de que os lotes da Hering estavam vindo melhores. Resolvi dar uma segunda chance para a empresa brasileira e comprei a minha primeira e tão almejada Hering Black Blues.

A gaita custou 95 reais. Numa rápida pesquisa feita na internet já é possível cotar a mesma variando entre 98 e 130 reais. Não consigo entender o porquê das gaitas da Hering já possuírem a mesma faixa de preço que as alemãs da Hohner... E sim, estou julgando pela qualidade das mesmas, mas sempre lembrando: PARTINDO DO MEU PONTO DE VISTA, OPINIÃO E EXPERIÊNCIA COM AS GAITAS DA HERING. Há quem se dê bem com as gaitas da Hering e que tenha resultados bons com suas respectivas durabilidades, o que infelizmente, não acontece comigo...

O site da Hering finalmente voltou ao ar e está com uma interface bonita e leve. As informações técnicas da gaita, foram retiradas de lá. A tampa é de aço inox na cor preta, com o uso, principalmente no segurador de gaitas, a tinta começa a sair. Na minha Hering Vintage Harp 1923 esse desgaste da tinta deu um visual matador no instrumento, na Black Blues não... Corpo de plástico ABS, também na cor preta. O site diz “excelente vedação”, concordo e discordo. Concordo, porque não tinha nenhum vazamento atenuante. Discordo, porque minha gaita veio mal vedada e isso tirava todo o brilho e volume do timbre da gaita. As placa de vozes possuem 0,90mm. A Black Blues também possui o mesmo visual que as gaitas Lee Oskar. A caixinha da gaita voltou a ser de plástico como antes, não gostei muito da mudança, preferia as bags de EVA.

Curiosamente, a Black Blues aguentou o tranco comigo por uns dois meses. Fiz umas quatro apresentações com ela e tudo correu bem. O lote da gaita é de outubro de 2013, e como a comprei em março de 2014, ainda estava nova. Quando a gaita chegou, fiquei muito feliz, pois inicialmente ela estava perfeita, como exceção do baixo volume que o instrumento apresenta, estava tudo ok. Depois de dois meses de uso a casa 7 aspirada começou a falhar. Abri a gaita e resolvi limpar e regular a altura das palhetas. Dois dias depois, o 3 soprado estava praticamente morto e o 7 aspirado do mesmo jeito de antes.

Ainda pretendo dar outra mexida nas placas de vozes, pois essa gaita está bastante superior a praticamente todas as Hering que tive anteriormente. Mais uma vez minha experiência com as gaitas Hering foi negativa. Por um lado fico triste, pois eu adoro os modelos de gaita da marca, o trabalho que eles fazem há quase 100 anos para fortalecer o instrumento, e isso do controle de qualidade (ou, da minha experiência ruim) me deixa bastante chateado. Por outro lado, o site deles está de volta e tudo indica que os lotes de gaita estão melhorando. Quem sabe dessa vez a Hering acerta a mão, né?


Minha conclusão é a seguinte. A Hering Black Blues é uma ótima gaita. Infelizmente comigo as Hering não duram. Conheço pessoas que possuem gaitas da Hering funcionando bem há meses e até anos. Se você se interessar pela Hering Black Blues, vá fundo. Tudo indica que a fábrica vem melhorando e um golpe de sorte pode garantir bastante durabilidade para sua Hering Black Blues.